Estratégias para se tornar um tributarista desejado pelas empresas!

Uma das carreiras com maior demanda nas empresas brasileiras é a do tributarista. Dentre todas as formas de atuação existentes para se trabalhar como tributarista, é notório que esses profissionais possuem as profissões mais valorizadas nacionalmente e internacionalmente. E por que disso? Em razão da sua capacidade para gerar caixa e cortar custos tributários das empresas, que são necessidades no cenário econômico atual de crise. A tendência é cada vez mais, a figura do tributarista ser essencial para as empresas. Com isso, no blog de hoje falaremos sobre algumas estratégias que você poderá utilizar para se tornar esse profissional. Conhecimento técnico tributário prático Existem sempre pessoas dizendo que a área tributária é complexa, que a carreira do tributarista não é fácil, em partes podem estar certas, porém, a área tributária é uma das profissões mais bem pagas tanto no Brasil, como nos outros países. Desta forma, trabalho é o que não falta. O que é necessário é possuir conhecimento técnico tributário, mas, colocar isso em prática! Sem prática, você sempre utilizará esse argumento dizendo que é difícil, isto é, a verdade é que você nem tentou. Portanto, é hora de colocar os seus conhecimentos em prática, as dificuldades vão surgir, mas o que fará diferença é a sua AÇÃO. Acompanhamento das notícias, jurisprudências e tudo relacionado a área tributária Outro grande estratégia para se tornar um tributarista com um diferencial no mercado é, estar por dentro das notícias, julgamentos dos tribunais superiores/administrativos e sobre tudo o que acontece na área tributária. Você pode se perguntar para que? Eu já trabalho o dia todo, como vou ter tempo para isso? Cada pessoa tem os seus afazeres diários, mas em algum momento do seu dia, você pode tirar alguns minutos para ler ou assistir essas notícias que são de suma importância para o seu crescimento na área tributária. Desta maneira, além de crescer na área, você conseguirá tirar oportunidades de prestação de serviços e levar as empresas, quer um exemplo? Na semana passada saiu uma notícia em que a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional está tentando na justiça barrar pedidos de compensação cruzada de créditos. Você sabe o que é uma “compensação cruzada de créditos”? A compensação cruzada é a possibilidade que os contribuintes que possuem créditos perante o Governo Federal, passíveis de restituição e ressarcimento, têm para compensar, via declaração, débitos das contribuições previdenciárias (Patronal/Terceiros/Segurados). Com isso, tivemos uma recente discussão judicial sobre a possibilidade de pagamento de débitos previdenciários com créditos de tributos federais – especialmente os de PIS e Cofins gerados com a exclusão do ICMS e isso chamou a atenção da Fazenda Nacional. Os procuradores em São Paulo (3ª Região) colocaram sob acompanhamento especial ao menos 54 processos de grandes empresas que buscam a chamada compensação cruzada. A Lei nº 13.670, de 2018, viabilizou esse tipo de compensação, mas apenas de créditos e débitos apurados após a vigência do eSocial, sistema que permite ao Fisco acompanhar os pagamentos ao INSS em tempo real. Existe a possibilidade de se tentar realizar a compensação cruzada de débitos anteriores à lei e a unificação do e-social. É uma tese super interessante, mas que os procuradores estão barrando, mas é possível. E como isso me ajuda? Entendendo uma notícia como essa, é possível traçar estratégias para orientar os seus clientes a realizarem, desde que com base no que é permitido e legal, pedidos de compensação cruzada. Você pode orientar o seu cliente de duas formas: Apurar débitos previdenciários com tributos federais a partir da entrada em vigor do E-SOCIAL; Apurar débitos referente aos tributos federais com contribuições previdenciárias a partir da entrada em vigor do E-social. Quer saber quais os documentos necessários, qual o procedimento para viabilizar isto? Então assista esse vídeo abaixo: A última estratégia de hoje é participar da Jornada TributAÇÃO que ocorrerá nos dias 05 a 09 de abril. Conhecimento nunca é demais. E porque participar desta jornada? Porque você colocará literalmente a mão na massa e vai aprender o que é necessário para ser um tributarista estratégico e valorizado pelas empresas. E o melhor, será totalmente online e 100% gratuita. Nas aulas será ensinado de forma prática, com muitos exercícios, os 3 A’s que constroem o Tributarista de Inteligência de Negócios: 05/04 – Autoconhecimento: o primeiro passo está em se autoconhecer para descobrir suas potencialidades e o que vai te diferenciar como profissional para ser desejado como um diamante pelas empresas! 07/04 – Autoridade: o segundo passo é construir sua autoridade como Tributarista de Inteligência de Negócios e começar a construir sua carteira de clientes! 09/04 – Agregar valor: o terceiro passo é saber como agregar valor às empresas e prestar um serviço de excelência cobrando o preço certo para isso. Vai ficar de fora? Clique aqui e inscreva-se na jornada TributAÇÃO Referências: https://valor.globo.com/legislacao/noticia/2021/03/10/pgfn-tenta-na-justica-barrar-pedidos-de-compensacao-cruzada-de-creditos.ghtml

Sistema Tributário Nacional brasileiro – entenda como funciona

O Sistema Tributário Nacional brasileiro é um dos mais complexos do mundo. Sua estrutura é mundialmente conhecida por ser extensa e complicada, tanto na apuração dos tributos como em sua carga tributária. É, portanto, um desafio para profissionais contábeis e tributários se dedicar para compreender o funcionamento dele, bem como conhecer as leis e regulamentações que o compreendem. Neste artigo, iremos abordar o funcionamento do sistema tributário, seus principais tributos e os regimes de apuração existentes no Brasil. Como funciona O funcionamento do Sistema Tributário Nacional é pautado no recolhimento de tributos, com o objetivo de financiar as atividades do Estado, como melhorias nos serviços prestados à população, investimentos em infraestruturas e pagamentos dos salários dos servidores.  Esses tributos podem ser cobrados diretamente pelo Estado ou indiretamente, quando o cidadão adquire um produto ou utiliza algum serviço, sejam eles de empresas privadas ou públicas. A complexidade do funcionamento surge por conta da não unificação das leis tributárias. Há, por exemplo, um tributo denominado ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de competência estadual. Porém, cada estado tem sua própria legislação sobre o ICMS. Isso acaba criando 27 legislações, cada uma tratando especificamente de um dos mais complexos impostos no país! Eleve essa dificuldade agora com o imposto municipal, o ISS (Imposto Sobre Serviços). O Brasil possui cerca de 5600 municípios e cada um com sua legislação específica sobre o tributo. Além disso existem, é claro, os tributos federais, sob responsabilidade da União. O resultado é uma gigantesca legislação voltada unicamente para o Sistema Tributário Nacional.     Tributos no Sistema Tributário Nacional Existem três tipos principais de tributos no Brasil, cada um destinado para diferentes áreas de utilização. Abaixo, vamos apresentá-los: Impostos: o imposto poderá ser utilizado em qualquer área, desde que haja legislação instituindo isso. Como exemplo, temos o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e o IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotores). O imposto é o principal financiador dos serviços públicos. Contribuições sociais: as contribuições possuem sua destinação definida na legislação, não podendo ser utilizada livremente. É uma das principais fontes de renda do Estado. O PIS (Programa de Integração Social) e COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) são exemplos de contribuição. Taxas: as taxas também compõem grande parte da arrecadação do Estado, visto que elas são pagas quando o contribuinte utiliza algum serviço público. Sua destinação assim como a contribuição também é pré-fixada. Exemplos de taxas são as que são pagas na emissão de documentos e taxas de registro em juntas comerciais. Além desses, a Constituição Federal ainda trata de mais 2 espécies de tributos, são elas: Contribuições de melhoria: Esse tributo é destinado ao custeio de de obras públicas. Para ser cobrado, é necessária a existência de uma obra pública. Além disso, é indispensável, para que seja válido, que tenha havido valorização econômica do imóvel do contribuinte. Outra informação importante sobre esse tipo de tributo é que deve ser cobrado de uma vez, após a demonstração do custo da obra que gerou a valorização. Empréstimos compulsórios: É um tributo de competência da União. Como o nome sugere, o valor pago pelo contribuinte é devolvido. É preciso que o destino do tributo seja legalmente estabelecido. Além disso, para que seja válido, é indispensável a criação de uma lei complementar.   Principais regimes de tributação no Brasil  Além de toda a legislação dos tributos no Brasil, as empresas ainda precisam definir a forma de tributação de sua receita com base em três tipos de regimes de tributação destinados a empresas (Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real). Esses regimes diferem a forma cálculo e recolhimento dos tributos e cada um possui sua particularidade, como exigências para enquadramento. Simples Nacional: pequenas e médias empresas que tenham faturamentos até R$ 4.800.000,00 por ano e se enquadrem na lista de atividades previstas no Simples Nacional podem ingressar neste regime. A tributação neste regime é, em tese, mais simples e branda se comparada aos outros regimes, mas, mesmo para quem se enquadre, é necessária a análise de diversos fatores antes de efetivamente decidir por sua opção. Lucro Presumido: Regime indicado para empresas que faturem até R$ 78 milhões ao ano e que não se enquadrem nas atividades do Simples Nacional. A forma de tributação não é unificada e sua principal característica é o cálculo do IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) com base em um lucro estimado. Além disso, o regime de apuração do PIS e da COFINS deve se dar pela sistemática da cumulatividade, sem possibilidade de apuração de créditos. Lucro Real: no Lucro Real, enquadram-se somente empresas com atividades específicas. A tributação do IRPJ e da CSLL aqui é fixa, com base no lucro efetivo, possibilitando-se a dedução de despesas operacionais. PIS e COFINS são calculados pelo regime da não-cumulatividade, permitindo-se a apuração de créditos. Quem possui faturamento acima de R$ 78 milhões anuais também é obrigado a se enquadrar nesse regime.   O Sistema Tributário Nacional é assunto do curso EAD do IBPT Educação “Formação de Tributarista”. Ele é perfeito para você que pretende se tornar um tributarista júnior. Além disso, você ainda consegue um certificado com o selo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação. Clique no link abaixo e confira mais sobre o curso: Ver Curso — Leia também… Conheça estratégias fiscais para minimizar de maneira legal o impacto da carga tributária nas contas das empresas em nosso ebook gratuito: Você não é contador(a), mas tem interesse em aprender sobre contabilidade tributária? Preencha o formulário abaixo e receba nosso ebook gratuito sobre o assunto:

Você sabe como se deu a origem da tributação no Brasil?

A existência da tributação no mundo é registrada desde o Egito Antigo, quando agricultores tinham que entregar um dízimo (décima parte) da colheita ao príncipe. A política fiscal da civilização romana, com sua organização mais complexa, teve grande importância para a evolução tributária. A Grécia, em 477 a.C., também teve importância, com a cobrança de impostos para fins sociais (em benefício da população). E a tributação no Brasil? A tributação foi inserida em nosso país já nos primeiros anos de colonização. Inicialmente se assemelhava muito ao modelo Egípcio. Isso porque os exploradores que se interessassem pelo pau-brasil (espécie de árvore nativa) tinham que pagar o quinto (quinta parte) do material explorado à coroa portuguesa. Esse sistema servia também para outras riquezas do país que eram extraídas. As capitanias hereditárias A partir da separação do Brasil em quinze Capitanias Hereditárias regidas por donatários, principalmente para a organização e proteção das terras contra saqueadores de outros países, houve uma evolução desse sistema. Ainda não existia uma moeda, portanto o sistema ainda consistia no monopólio monárquico sobre as riquezas do Brasil. Ele tinha a própria matéria como forma de pagamento. Depois de o sistema de capitanias ter falhado no país, foi instalado o Governo Geral, em 1549. Essa iniciativa foi tomada para instaurar a ordem na colônia. A administração do Brasil, bem como a cobrança de tributos era centralizada. A chegada da família real ao Brasil Somente depois da instalação da família real foi adotado o uso de moedas de ouro, prata e cobre. Surgiu então a necessidade da criação de um novo tributo para custear a mudança da coroa para o Brasil. A chegada se deu somente em 1808, ou seja, foram aproximadamente 278 anos até que uma moeda fizesse parte das negociações no país. Com o poder centralizado no Brasil, as relações de comércio internacional se intensificaram e surgiu a tributação sobre importação dos produtos. Em resumo, houve inúmeras alterações em nosso sistema tributário desde o período colonial até o modelo utilizado atualmente. A análise de como surgiu a tributação no Brasil é interessantíssima para perceber como esse modelo extremamente primitivo ainda gera reflexos no atual Sistema Tributário brasileiro. Não obstante, mudanças nas normas tributárias ocorrem a todo instante e é indispensável, principalmente para profissionais da área, buscar atualização sempre. Se você quer receber novidades sobre o ramo tributário diretamente em seu e-mail, preencha o formulário abaixo:

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